| Especializações tops perdem aval do MEC |
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| Por Administrator | |
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Fonte: Folha de São Paulo 28/01/2010 - Cursos de entidades não educacionais não poderão mais emitir diplomas com reconhecimento do ministério, diz conselho Medida atinge Fipe e FIA, cujos MBAs estão entre os mais caros do país, e hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês; entidades vão recorrer FÁBIO TAKAHASHI O Conselho Nacional de Educação determinou ontem que especializações dadas por entidades não educacionais, como hospitais e fundações, não poderão mais emitir diplomas com reconhecimento do Ministério da Educação. A medida atinge cursos como os da FIA, da Fipecafi e da Fipe (cujos MBAs estão entre os mais caros do país); dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês; do Tribunal Regional Federal (SP); e da Escola Paulista de Magistratura. No total, são 138 instituições afetadas. A decisão precisa ser homologada pelo ministro Fernando Haddad (Educação). As entidades afirmam que irão recorrer. Segundo o conselho de educação, as instituições podem continuar oferecendo os cursos. Os diplomas, porém, não serão mais reconhecidos pelo MEC -chancela que servia de chamariz para os cursos, que chegam a custar cerca de R$ 20 mil (caso do MBA da Fipe). Passarão a funcionar como cursos livres, semelhantes aos de idioma, em que é emitido um certificado, mas não reconhecido pelo ministério. O órgão que normatiza a educação nacional considerou basicamente a legislação para tomar a medida, não a qualidade dos cursos dessas entidades. "A Lei de Diretrizes e Bases é clara. Apenas entidades de ensino podem expedir diplomas acadêmicos. Formação profissional é outra coisa", disse Edson Nunes, membro do órgão e professor da Universidade Candido Mendes (RJ). Recurso Assim, reclama a entidade, o reconhecimento do diploma passará a ser um diferencial no mercado de cursos de especializações. Ela diz que recorrerá no próprio conselho, ao ministro e, se necessário, à Justiça. O parecer foi aprovado inicialmente no ano passado. Ao chegar a Haddad, ele pediu que a questão fosse reexaminada pelo conselho, o que foi feito ontem -foram 11 votos a favor do parecer e uma abstenção. Calendário Devido ao volume de pedidos, defende o órgão, a característica foi desvirtuada. Segundo Nunes, cerca de metade das autorizações vence neste ano; outras vão até 2013, ano em que nenhuma entidade não educacional poderá mais conceder o diploma. |
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