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O crescimento do ensino superior, impulsionado pela criação de instituições particulares a partir da metade dos anos 1990, dá sinais de saturação. Dados do Censo de Educação Superior de 2008 mostram que o número de universidades, faculdades e centros universitários caiu e que o ritmo de crescimento das matrículas na graduação presencial foi o menor dos últimos tempos. Para completar, há 1,4 milhão de vagas ociosas. Entre 2007 e 2008 houve redução de 29 instituições de ensino superior no País - a primeira queda em dez anos. Um dos principais motivos é a própria consolidação do setor, com falências, fusões e incorporações. Grandes conglomerados, como a Universidade Paulista (Unip), seguem em crescimento e pequenas instituições são vendidas - a Anhanguera Educacional é um exemplo desse processo, incorporando faculdades pelo interior do País. Há também o impacto provocado pela redução de instituições federais: foram 13 a menos no período. O Inep atribui a queda à criação dos Institutos Federais de Educação, feita a partir da fusão de Centros Federais de Educação. "Depois do crescimento, atingiu-se um patamar que fica a cada dia mais difícil superar", disse Reynaldo Fernandes, presidente do Inep. Para ele, o passo seguinte no ensino superior brasileiro &ea cute; a criação de mecanismos para garantir que alunos carentes tenham acesso à graduação. A dificuldade, na avaliação de Oscar Hipólito, da Lobo & Associados Consultoria, será financiar o acesso ao ensino superior para essa população. "Apenas 12% dos jovens de 18 a 24 anos estão no ensino superior. A demanda por novas vagas só diminuiu porque o ProUni e o Fies não atendem às necessidades das pessoas de mais baixa renda", disse o consultor. Para presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de São Paulo (Semesp), Hermes Figueiredo, há uma demanda não atendida de jovens mais carentes, que no modelo atual não conseguem financiar sua educação. "Será preciso uma nova forma de financiamento." Já Ryon Braga, da Hoper Consultoria, acredita que o processo de retração está só no começo e que muitas falências ainda virão. "Abriram 1.300 novos cursos e o número de novas matrículas quase não cresceu. As faculdades menores estão sumindo do mapa." Fonte: Agência Estado
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